'Não doeu, mas foi decepcionante.'
Cursando Técnico de Segurança no Trabalho, eu me sinto muito atrás de todos os alunos da minha sala. Porque nunca trabalhei e conseqüentemente não tenho experiência nenhuma, e isso faz muita diferença quando se estuda na mesma sala que pessoas às vezes até 20 anos mais velha que você. Apesar desse lado ruim, vejo que ter começado o curso aos 18 anos, é uma vantagem. Por essa desvantagem que eu vejo que tenho, já procuro estágio na área desde já (com pouco mais de 1 mês de curso).
Numa quinta-feira ou sexta-feira recebi uma ligação, e estava selecionado para uma entrevista coletiva numa multinacional suíça, e ela seria realizada na segunda-feira. Apesar dos quase 10 dias passados, não lembro bem qual foi a minha reação na hora, mas era uma mistura de ansiedade, medo e um pouco de felicidade.
Na segunda-feira, estava eu olhando para aquela empresa enorme e logo depois me encaminhando para a recepção da mesma. Depois de alguns minutos esperando, um carrinho veio me buscar e me levar até a sala do RH. Esperando pela entrevista, estava apenas eu e mais uma jovem (belíssima por sinal, e que também estava fazendo sua primeira entrevista). Não demorou muito e a sala já estava com onze dos doze candidatos.
A entrevista foi feita pela responsável do RH (também muito atraente), e o que mais me chamou atenção foi um quadro. Falando sobre os benefícios, salário... Para estágio na minha área, não encontro nada muito além dos 300 Reais. Mas lá o salário era de quase 700 Reais, mais auxílio médico, odontológico, vale transporte e refeição. Para completar, iria trabalhar de 8 às 15, praticamente do lado de casa.
Fui muito bem na apresentação, falei o que tinha e o que precisava falar, sem exageros. Mas dos doze, pelo menos 10 conseguiram ir muito bem na apresentação. Estava muito tranqüilo até alí, até porque a próxima parte seria da redação, da qual tinha certeza que iria bem.
Depois de todos apresentados, chegava a hora da redação. Meu único medo era pegar um tema do qual não iria conseguir me sair bem, e foi justamente o que aconteceu. A redação não tinha tema. Pode parecer fácil para todo mundo, mas não pra mim. Gosto de escrever algo a partir de um tema, e me vi completamente perdido quando eu poderia falar sobre qualquer coisa. Depois de muito pensar (já que não poderia fazer rascunho ou trocar de folha), escrevi sobre o crescimente das favelas, matas, governo, e uma solução simples para melhorar essa questão. Falando agora, até que não fui mal na hora de escolher meu tema. Mas logo no começo eu vi que estava escrevendo besteira, fazendo um texto muito simples, tosco... Não tinha outra escolha a não ser terminar o que já estava feito. Fui o último a entregar a redação e alí eu tive a certeza que estava fora da próxima etapa, que iria escolher apenas um estagiário.
Cheguei a pensar que poderia ser escolhido por ter morado muito tempo no Japão, saber ler e escrever em japonês, por ter feito uma excelente apresentação e até por morar muito perto (vantagem minha e de mais dois). Na quinta-feira da mesma semana, chegou uma carta de agradecimento e dizendo que não estava selecionado.
No final eu sei que foi bom porque agora eu tenho uma certa noção do que pode ser uma entrevista. Por outro lado, foi péssimo, pois dificilmente vou achar uma empresa tão boa e que queria estagiário sem experiência (sim, pedem experiência para estágio).
Já fui muito longe no assunto, obrigado se conseguiu ler até aqui.
domingo, 4 de outubro de 2009
sábado, 12 de setembro de 2009
11 de setembro de 2001
Há oito anos atrás eu tinha 10 anos, estava na 4ª série, não me preocupava com mais nada além do futebol duas vezes por semana na escolinha do condomínio, amigos na escola, desenho na TV e brincar. Oito anos se passaram e não mudou muita coisa, minha ex-escola de continua lá, terminei o ensino médio, não jogo mais futebol na escolinha do condomínio, mas ela também continua lá, alguns amigos continuam, outros nunca mais encontrei e conheci um monte de gente em oito anos. Tudo normal, a vida seguiu e a gente foi junto.
Mas no dia 11 de setembro de 2001, nessa época em que as minhas preocupações ainda eram a de toda criança, eu lembro que a minha professora chegou na sala e disse: "Vocês já estão na idade de se informar melhor. Pegar um jornal, uma revista, ou assistir o jornal na TV. O mundo lá fora está cada vez pior. Nesse momento lá nos Estados Unidos, tem avião derrubando torre, gente morrendo...". Não sei o que deu na hora, ninguém disse nada, mas acho que ninguém se preocupou com isso, não era um assunto que interessava a turma.
Quando eu cheguei em casa, não tinha canal que não falasse no assunto das torres nos Estados Unidos. Eu assistia aquilo como um filme, parecia tudo tão normal, tão "interessante".
Tantos anos se passaram, mas todo dia 11 de setembro é impossível tentar esquecer o assunto que ficou tão marcado. Dificilmente encontramos alguém que não saiba o que ocorreu no dia 11 de setembro.
Até uns minutos atrás estava assistindo umas reportagens da época, e todas aquelas imagens que já havia assistido centenas de vezes e era tão normal, pareceu tão cruel, tão desumano, tão nojento. Pessoas se jogando da torre, jornalistas sem saber o que dizer, sem saber se tudo ia parar por alí, são cenas que com certeza não queremos que volte a acontecer.
Meu ano de 2001 não fica marcado apenas pela 4ª série super divertida, pelos treinos de futebol no final da noite, pelos desenhos de manhã, por discutir Dragon Ball com os amigos, mas bem mais pela cena da minha professora entrando na sala e dando a notícia que mudou o mundo numa manhã.
Mas no dia 11 de setembro de 2001, nessa época em que as minhas preocupações ainda eram a de toda criança, eu lembro que a minha professora chegou na sala e disse: "Vocês já estão na idade de se informar melhor. Pegar um jornal, uma revista, ou assistir o jornal na TV. O mundo lá fora está cada vez pior. Nesse momento lá nos Estados Unidos, tem avião derrubando torre, gente morrendo...". Não sei o que deu na hora, ninguém disse nada, mas acho que ninguém se preocupou com isso, não era um assunto que interessava a turma.
Quando eu cheguei em casa, não tinha canal que não falasse no assunto das torres nos Estados Unidos. Eu assistia aquilo como um filme, parecia tudo tão normal, tão "interessante".
Tantos anos se passaram, mas todo dia 11 de setembro é impossível tentar esquecer o assunto que ficou tão marcado. Dificilmente encontramos alguém que não saiba o que ocorreu no dia 11 de setembro.
Até uns minutos atrás estava assistindo umas reportagens da época, e todas aquelas imagens que já havia assistido centenas de vezes e era tão normal, pareceu tão cruel, tão desumano, tão nojento. Pessoas se jogando da torre, jornalistas sem saber o que dizer, sem saber se tudo ia parar por alí, são cenas que com certeza não queremos que volte a acontecer.
Meu ano de 2001 não fica marcado apenas pela 4ª série super divertida, pelos treinos de futebol no final da noite, pelos desenhos de manhã, por discutir Dragon Ball com os amigos, mas bem mais pela cena da minha professora entrando na sala e dando a notícia que mudou o mundo numa manhã.
domingo, 9 de agosto de 2009
Ana Cañas - Hein?
No seu segundo álbum, Ana Cañas fugiu daquela característica da qual ficou conhecida, uma artista que junta a MPB e o jazz. No CD Hein?, Ana vai do rock ao reggae, passeando pelo pop e pela música brasileira.
Para os mais chatos, pode parecer bagunçado, sem um estilo definido... sem pé nem cabeça mesmo. Mas se não fosse bagunçado, indefinido, alegre, triste ou dançante, com certeza não seria a Ana Cañas.
Produzido por Liminha, Ana ainda recebeu ajuda de nomes como Arnaldo Antunes e Gilberto Gil, que não só participaram do CD, como assinam canções, o primeiro tem dedo em cinco das treze faixas do disco.
Na Multidão abre o segundo álbum de Ana, e já mostra uma clara diferença para seu primeiro CD, uma Ana mais feliz, mais parecida com a própria cantora ao vivo. O ritmo alegre continua na música seguinte, Coçando, uma letra que lembra muito a minha pessoa nesse ano de 2009, mas todo mundo tem um pouco de Coçando na sua vida.
A primeira música de trabalho, diferente do que se imagina até aqui, é lenta e gostosa de se ouvir e cantar. O clipe já foi lançado e tem direção de Selton Mello. Esconderijo é hit na certa.
Sempre Com Você merece seu destaque pelo reggae, mas na verdade, não é das melhores. Bem diferente de Gira, minha preferida junto com Coçando. O refrão parece ser meio chato e repetitivo, até por isso é grudento. Duas vezes e com certeza você vai estar lá cantando: "Cabeça gira, gira, gira, gira, gira, gira..."
Um pulo e vamos direto para A Menina e o Cachorro, a imaginação vai longe, imagino uma mulher passeando e aproveitando uma paisagem tipicamente carioca, a Lagoa Rodrigo de Freitas talvez. O Amor é Mesmo Estranho me faz ir mais longe ainda, me lembra a França, da italiana Carla Bruni. Um bom jeito de fechar um CD, pensando em duas deusas.
Ana Cañas está mais do que firmada na música brasileira, seu segundo CD é para comprar e ouvir até parar de funcionar. Se Chico Buarque e Caetano Veloso elogiaram o primeiro álbum da cantora, por que a gente precisa dizer o que achou do segundo? Hein?
Para os mais chatos, pode parecer bagunçado, sem um estilo definido... sem pé nem cabeça mesmo. Mas se não fosse bagunçado, indefinido, alegre, triste ou dançante, com certeza não seria a Ana Cañas.
Produzido por Liminha, Ana ainda recebeu ajuda de nomes como Arnaldo Antunes e Gilberto Gil, que não só participaram do CD, como assinam canções, o primeiro tem dedo em cinco das treze faixas do disco.
Na Multidão abre o segundo álbum de Ana, e já mostra uma clara diferença para seu primeiro CD, uma Ana mais feliz, mais parecida com a própria cantora ao vivo. O ritmo alegre continua na música seguinte, Coçando, uma letra que lembra muito a minha pessoa nesse ano de 2009, mas todo mundo tem um pouco de Coçando na sua vida.
A primeira música de trabalho, diferente do que se imagina até aqui, é lenta e gostosa de se ouvir e cantar. O clipe já foi lançado e tem direção de Selton Mello. Esconderijo é hit na certa.
Sempre Com Você merece seu destaque pelo reggae, mas na verdade, não é das melhores. Bem diferente de Gira, minha preferida junto com Coçando. O refrão parece ser meio chato e repetitivo, até por isso é grudento. Duas vezes e com certeza você vai estar lá cantando: "Cabeça gira, gira, gira, gira, gira, gira..."
Um pulo e vamos direto para A Menina e o Cachorro, a imaginação vai longe, imagino uma mulher passeando e aproveitando uma paisagem tipicamente carioca, a Lagoa Rodrigo de Freitas talvez. O Amor é Mesmo Estranho me faz ir mais longe ainda, me lembra a França, da italiana Carla Bruni. Um bom jeito de fechar um CD, pensando em duas deusas.
Ana Cañas está mais do que firmada na música brasileira, seu segundo CD é para comprar e ouvir até parar de funcionar. Se Chico Buarque e Caetano Veloso elogiaram o primeiro álbum da cantora, por que a gente precisa dizer o que achou do segundo? Hein?
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Começar de novo
Como tinha prometido deixar o Santos de lado um pouco, vamos mudar um pouco de assunto e falar do que aconteceu aqui no Japão essa semana.
Essa semana aconteceu o Golden Week, que é o feriado mais popular do Japão, e que em toda esquina que você passa, encontra metade do Japão nela. Durante o dia 3 até o dia 5, aqui em Hamamatsu (浜松), e aqui do lado (3 minutos andando com os pés), na praia de Nakatajima (中田島), foi realizado o tradicional festival de pipas.
Segue algumas fotos (duas) do festival:


A pouca quantidade de táxi, na porta de casa.
Essa semana aconteceu o Golden Week, que é o feriado mais popular do Japão, e que em toda esquina que você passa, encontra metade do Japão nela. Durante o dia 3 até o dia 5, aqui em Hamamatsu (浜松), e aqui do lado (3 minutos andando com os pés), na praia de Nakatajima (中田島), foi realizado o tradicional festival de pipas.
Segue algumas fotos (duas) do festival:


A pouca quantidade de táxi, na porta de casa.
segunda-feira, 4 de maio de 2009
SantoS
Santos sempre Santos, ser santista saber sorrir, sabe-se: surgiu sujeito sobrenatural, significativamente soberbo, sem sinônimos, símbolo secular, serviu somente Santos, salientando superioridade sufocante.
Superamos simplórias sociedades, sem suplicio, súbitos sustos sem significância, sim... Sofremos sujeiras, sacanagens, saques sórdidos, subtrações suspeitas. Só Santos sobrevive situações similares sem sucumbir.
Seus seguidores ? Seres seletivos, sábios, sortudos, sorridentes sobressaem satisfeitos, sabemos ! Somos singulares.
Salve Santos ! Sou santista... Sublime sentimento, sensacionalmente saboroso, suntuosamente supremo. Surgindo, sensuais sorrisos, seguindo sentidos semelhantes, servindo solidariamente saudável sensação superlativa, solidificando sabida sumidade.
Santos simplesmente Santástico. Santos Sempre Santos!
Seja lá de quem for isso (não conheço o autor), é genial. Bola pra frente e chega de falar de futebol por um tempo né?
Superamos simplórias sociedades, sem suplicio, súbitos sustos sem significância, sim... Sofremos sujeiras, sacanagens, saques sórdidos, subtrações suspeitas. Só Santos sobrevive situações similares sem sucumbir.
Seus seguidores ? Seres seletivos, sábios, sortudos, sorridentes sobressaem satisfeitos, sabemos ! Somos singulares.
Salve Santos ! Sou santista... Sublime sentimento, sensacionalmente saboroso, suntuosamente supremo. Surgindo, sensuais sorrisos, seguindo sentidos semelhantes, servindo solidariamente saudável sensação superlativa, solidificando sabida sumidade.
Santos simplesmente Santástico. Santos Sempre Santos!
Seja lá de quem for isso (não conheço o autor), é genial. Bola pra frente e chega de falar de futebol por um tempo né?
sábado, 25 de abril de 2009
Betão sobre a final entre Santos e Corinthians

"Será muito difícil torcer. É como se fosse minha família biológica contra minha família adotiva."
Fonte: A Tribuna / Comunidade do Santos
domingo, 19 de abril de 2009
sexta-feira, 17 de abril de 2009
quarta-feira, 15 de abril de 2009
Yeah!
Eu descobri o que era powerpop em 2006, quando a banda Drosophila usava esse estilo nos sites para classificar seu estilo. Lembro que o Moptop usava/usa o slogan "Yeah Rock!", e também sei que existe uma banda chamada Yeah Yeah Yeahs dos Estados Unidos.
O que isso tudo tem a ver? Sei lá, mas deve influenciar em muita coisa hoje em dia.
Em 2007/2008 fiquei sabendo que o que a banda Cobra Starship e o Cine tocavam, também era powerpop, e com o sucesso de bandas que seguiam esse estilo rock-eletrônico, todo mundo no Brasil deixou de ser emo-depressivo, para ser roqueiro-colorido-baladeiro.
Ano passado eu descobri que uma das palavras mais usadas por essas bandas, era 'Yeah', só para citar um exemplo, uma das camisas que a banda Fake Number vende, se chama Yeah. O próprio Cine também usa essa palavra, e mais algumas bandas de menor expressão.
Eu queria chegar em algum lugar com esse texto, mas bateu uma preguiça e vou preferir deixá-lo incompleto. Só para deixar bem claro, eu gosto de todas as bandas que citei. Não tenho problema nenhum em ela usar 'Yeah', e ela querer ser powerpop (mentira, nesse caso sim, mas o Cine não conta por ter começado no Brasil).
O que isso tudo tem a ver? Sei lá, mas deve influenciar em muita coisa hoje em dia.
Em 2007/2008 fiquei sabendo que o que a banda Cobra Starship e o Cine tocavam, também era powerpop, e com o sucesso de bandas que seguiam esse estilo rock-eletrônico, todo mundo no Brasil deixou de ser emo-depressivo, para ser roqueiro-colorido-baladeiro.
Ano passado eu descobri que uma das palavras mais usadas por essas bandas, era 'Yeah', só para citar um exemplo, uma das camisas que a banda Fake Number vende, se chama Yeah. O próprio Cine também usa essa palavra, e mais algumas bandas de menor expressão.
Eu queria chegar em algum lugar com esse texto, mas bateu uma preguiça e vou preferir deixá-lo incompleto. Só para deixar bem claro, eu gosto de todas as bandas que citei. Não tenho problema nenhum em ela usar 'Yeah', e ela querer ser powerpop (mentira, nesse caso sim, mas o Cine não conta por ter começado no Brasil).
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